Artigos dos Bispos
ARTIGOS DOS BISPOS

A Copa da paz: quando o esporte se torna linguagem de esperança
A esperança nasce quando aprendemos a jogar juntos. E a paz começa quando descobrimos que pertencemos à mesma equipe: a família humana, sonhada e amada por Deus.

João Batista, o profeta do Altíssimo
O nascimento de João sacramentaliza a delicadeza de um Deus que levanta o manto da vergonha e da dor que, numa sociedade machista, pesa sobre uma mulher idosa e sem filhos (cf. Lucas 1,25). Os vizinhos se alegram com esta demonstração da misericórdia de Deus. E a razão dessa alegria está no próprio nome dado àquele prodígio nascente.

“Não tenhais medo!”
Se o medo paralisa, a presença amiga e protetiva de Deus lança o discípulo em missão. “Portanto, todo aquele que se declarar a meu favor diante dos homens, também eu me declararei em favor dele diante do meu Pais que está nos céus”. Testemunhar, declarar Jesus Cristo no mundo não é feito somente de palavras, mas pertencer a ele com o coração e a vida. É fazer isto com alegria pois se está oferecendo algo muito valioso ao mundo.

O Senhor está conosco: não tenhais medo
Por isso, a mensagem que ecoa neste domingo é simples e profunda: quem vive unido a Cristo não se deve deixar dominar pelo medo. A Providência de Deus vela por seus filhos, e sua graça é mais forte do que todas as forças do mal. A confiança no Senhor é o caminho da verdadeira liberdade e da autêntica paz.

Eu não tenho onde morar!
Além de ser um dever cristão, a hospitalidade com os migrantes é, também, de alguma forma, ocasião de agradecermos a Deus por termos sido acolhidos neste chão pelos nossos antepassados que aqui migraram. A resposta que ouvimos: “Não tenho onde morar” é um grito que sobe ao céu e não nos deixa indiferentes. O que podemos fazer?

Nasceu para viver uma missão!
Viveu todas as provações possíveis por ter aceitado, acolhido e amado uma missão que, talvez pela própria vontade, não tivesse jamais escolhido. Mas, depois, vivendo a sua vocação, não só se encontrou, como também se realizou e encontrou a salvação. De tudo isso vem a força, a firmeza e a generosidade de João Batista, que se fez servo para nos ajudar a encontrarmos o Senhor, no peregrinar da vida.

Tudo começa em Jesus: o coração da fé que renova a missão
Esta é a sétima edição da série especial de artigos, na qual Dom Leomar Antônio Brustolin apresenta e aprofunda as novas Diretrizes Gerais da Ação

A compaixão de Deus pelos homens
O Evangelho começa com uma observação psicológica e espiritual de Jesus: “vendo as multidões, compadeceu-se delas”. A sua reação não foi um sentimento estéril, mas desencadeou uma ação para criar uma relação. Para esta humanidade perdida, cansada, sem uma estrela polar para orientar e sem direção segura, envia um grupo dos seus fiéis seguidores pedindo que eles partilhem a sua paixão para com a humanidade. É uma atitude que mostra um Deus presente, que habilita os enviados a realizar os sinais extraordinários e, os ajuda a repor a confiança em Deus.

A messe é grande, mas os operários são poucos
Deus continua nos chamando hoje para ser “reino de sacerdotes e nação santa”. Todo batizado participa do sacerdócio comum dos fiéis. Cada um de nós é chamado a ser sinal do amor misericordioso de Deus no mundo: na família, no trabalho, na escola, na rua.

O testemunho dos Santos e Mártires
O povo de Deus peregrino, mesmo nos momentos mais difíceis, pode perceber a presença de Deus, Pai misericordioso, que ama e sente compaixão e não abandona seus filhos e filhas, mesmo quando feridos pelos erros e fragilidades da vida. E para lembrar do amor de Deus e falar ao coração do povo peregrino, em cada tempo da história, Deus suscitou homens e mulheres que, como discípulos de Cristo, abraçaram a vocação e a missão de anunciar o Evangelho e testemunhá-lo com a vida.

Melhor seria que não tivessem nascido?
É certo que as traições que ocorrem nas relações conjugais e amizades são doloridas e podem arruinar muitas vidas. Mas as traições políticas, as infidelidades ao voto do povo são simplesmente avassaladoras. Seus efeitos nocivos ferem a vida de milhares de cidadãos e podem comprometer o desenvolvimento de uma nação por várias décadas.

Os caminhos da Missão: Palavra, Fé, Comunidade, Liturgia e Caridade
Em um mundo marcado por desigualdades, a caridade se torna ainda mais urgente. Não apenas como assistência, mas como compromisso com a justiça e a vida. Aqui está um ponto essencial: não há verdadeiro Querigma sem caridade. Porque o Deus que anunciamos é amor.

“Segue-me!”
“Quero misericórdia e não sacrifício”. Jesus cita o ensinamento do profeta Oseias. Toda ação litúrgica é mais agradável a Deus quanto mais for expressão da vivência da fraternidade, da justiça, do perdão e da misericórdia. A liturgia louva o bem realizado e educa para vivência da vida nova em Cristo. “Misericórdia: é o caminho que une Deus e o homem, porque nos abre o coração à esperança de sermos amados para sempre, apesar da limitação do nosso pecado” nos ensinou o Papa Francisco.

Eucaristia: memória, expectativa e compromisso
Aquela ceia de despedida, celebrada no clima cálido e tenso que antecedeu a prisão de Jesus e sua condenação à pena de morte, está ligada às inúmeras ceias que Jesus compartilhou, seja para saciar um povo faminto no deserto, seja sentado à mesa onde acolheu pecadores e proscritos. Não podemos excluir da mesa aqueles que Jesus acolheu!

“Quero misericórdia, e não sacrifício” (Mt 9,13)
Em síntese, o 10.º Domingo do Tempo Comum convida-nos a descobrir — ou redescobrir — o rosto misericordioso de Deus que não se cansa de chamar, de perdoar e de sentar-se à nossa mesa, seja qual for o nosso passado.

A vida espiritual alimenta a fé do peregrino!
Não queremos negar a fragilidade da Igreja, mas queremos também fazer conhecer a sua dignidade. E a primeira e fundamental dignidade da Igreja é ser comunidade convocada por Jesus Cristo. A Igreja é, portanto, uma comunidade frágil, mas que foi beneficiada por Jesus, através da sua revelação, no seu corpo glorioso da ressurreição.

A união na Eucaristia
A Eucaristia é, na verdade, esta união: a comunhão entre Deus e o homem, que gera comunhão entre todos os membros da assembleia cristã e orante. Sabemos que o contrário de bendizer é maldizer. Bendizer une; maldizer divide. Celebrar a Eucaristia significa, especialmente a nós que participamos, dizer bem, pensar bem, querer bem, fazer o bem. É, portanto, o novo e belo programa de vida. É nesse mesmo sentido que nos recorda o salmista: “Como é bom e como é belo viverem unidos os irmãos” (Sl 133,1).

Mudar para ser fiel: a conversão que renova a Igreja
No fundo, converter-se é confiar: confiar que Deus continua agindo e que nos chama a colaborar com sua obra. A pergunta que as Diretrizes nos deixam é direta e necessária: o que precisamos mudar hoje para sermos mais fiéis a Jesus? Responder a essa pergunta é dar um passo decisivo na missão. Porque, quando a Igreja se converte, ela se renova. E quando se renova, volta a gerar vida.

Um Deus enamorado pela beleza da sua criatura
Cremos numa divindade que é o “Deus do amor e da paz”, que habita nas pessoas e comunidades que vivem a concórdia e a paz, e não nas alturas inacessíveis (cf. 1 Coríntios 13,11-13). “Deus amou tanto o mundo, que deu seu Filho para que todo o que nele crer tenha a vida eterna” (João 3,16). “Deus é amor” resume o apóstolo João (1 João 4,8.16).

Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo! Amém
A Trindade nos indica o verdadeiro caminho para a unidade. Insistentemente Jesus ressaltou a sua união com o Pai e o Espírito Santo. São três pessoas divinas agindo em plena comunhão, onde cada ação é ação de todos. Nesta certeza de fé, São Paulo afirma que a comunidade cristã deve viver deste modo. Para tal, usa da imagem do corpo humano. Somos membros uns dos outros, há um só corpo e um só espírito, quando uma parte do corpo sofre, todo corpo sofre.

Mistério de Amor e Comunhão
Celebrar esta solenidade é renovar a consciência de que fomos mergulhados no mistério de Deus. A Igreja não anuncia uma ideia, mas uma Pessoa viva: o Deus Uno e Trino, que nos ama, nos salva e nos santifica. Diante de tão grande mistério, resta-nos a atitude da adoração, da gratidão e da confiança.

A força da união na vida da Comunidade de Fé!
Se o caminho da vida é temer a Deus e amar a Deus e ao próximo, o caminho da morte é o contrário: começa com a ausência do temor de Deus. Sem esse temor, o homem se coloca no lugar de Deus e passa a julgar-se como centro e senhor da vida, dispondo de tudo e de todos, sem a menor consideração pela vida e liberdade de seus semelhantes. Quando o homem usurpa o lugar de Deus, cria automaticamente o projeto da escravidão e da morte.

Caminhar juntos: quando a igreja aprende a discernir
Quando a Igreja aprende a caminhar assim, algo novo acontece. As decisões tornam-se mais maduras, a missão ganha mais força e o Evangelho torna-se mais visível. Porque, no final, não se trata apenas de um método. Trata-se de viver como Jesus viveu: em comunhão, em escuta e em caminho.

O Espírito Santo está sobre nós?
Na profissão de fé dos cristãos, afirmamos: “Creio no Espírito Santo, Senhor que dá vida, ele que falou pelos profetas”. Ou seja: onde a vida é resgatada, sustentada e renovada, e onde profetas e profetizas levantam sua voz e se engajam na denúncia das forças dominadoras e no anúncio de novos céus e nova terra, aí está ativo o Espírito Santo.